sexta-feira, 14 de março de 2008

Socorro! Privatizaram a Política!

Não existe nada mais incompatível com o mundo privado do que a política. Ela é essencialmente pública, resultado da convivência em sociedade, fundamental para o equilíbrio das relações, decisiva para a sobrevivência harmônica das pessoas.

A política é a disputa de idéias que existe em cada pronunciamento humano. É o instrumento da manutenção ou transformação das coisas. É absolutamente tudo que dizemos, fazemos, organizamos.

Mas não é possível fazê-la individualmente. A política é a arte da vida coletiva. Acontece que nesse mundo globalizado, capitalista, neoliberal, tudo virou objeto, mercadoria. O mundo do trabalho é mercado. A beleza das pessoas é comprada em frascos e cirurgias. O padrão de vida “ideal” é caro, muito caro. Desde crianças somos convencidos de que a felicidade é ganhar dinheiro e ganhar mais dinheiro para gastar o dinheiro.

Assim, uma parcela ínfima da sociedade vive escrava do consumo. E a outra parcela gigantesca vive frustrada porque não tem o direito de consumir. Mas vejam que contradição: se a democracia é o poder que emana do povo, como pode a minoria se manter no domínio do poder, das riquezas e das idéias? Se quem dirige nosso Estado Democrático de Direito é o povo, se são todos que escolhem seus representantes, seu programa e suas ações, como a maioria pode permanecer insatisfeita ano após ano, eleição após eleição? É que este mundo, que privatiza até o amor, também privatizou a política. Apesar de todos terem direito ao voto, poucos têm condições de decidir os rumos da vida em sociedade (a política) de forma autônoma e consciente. Porque a miséria e a falta de educação aprisionam a maioria dos brasileiros à ignorância política.

Vota-se em troca de qualquer favor, de qualquer esmola, de qualquer amizade longínqua. Não se compreende que ali está por decidir se a cidade continuará estagnada, patrimônio de poucas famílias, ou se será um espaço público, de todas as cores, ritmos, bairros e diferenças. Não se percebe que a política é o único instrumento capaz de erguer uma nova consciência, de garantir direitos, espaço, voz. Privatizaram a política na cabeça das pessoas, como se ela fosse um negócio de interesses individuais. Mas também privatizaram os políticos que usam seu poder para beneficiar os “amigos” e que devem fidelidade aos financiadores de suas campanhas milionárias. De onde vem tanto dinheiro? Não se assuste ao descobrir que vem de você mesmo.

Já é sistêmico no Brasil que as campanhas eleitorais sejam financiadas por empresas beneficiadas – ou interessadas em se beneficiar – dos vultosos e superfaturados contratos públicos. Assim, financiando as campanhas, (paradoxalmente com o dinheiro público), o mundo privado compra parlamentares e mandatários para que representem seus próprios interesses comerciais e não as causas coletivas do povo eleitor. Privatizaram os políticos, a política, privatizaram até a democracia. Você não vai fazer nada?


***Artigo de Louise Caroline Ex-Vice-Presidente da UNE e Membro do Coletivo Nacioanl da JPT

sexta-feira, 7 de março de 2008

Uma Presidenta Para o Brasil!!!

Companheiros,Venho acompanhando todo o processo eleitoral nos EUA e uma coisa me chamou muita atenção. o fato de Hilary Clinton ser a unica candidata a Presidente Mulher, com todo o preconceito existente, ela não usa o fato de ser Mulher em sua campanha...

Isso que é ser Uma Mulher de Fibra...

A Argentina tem em sua Presidente, uma figura exemplar de liderança progressista que é Cristina Kirchner, que além de conseguir uma vitória arrebatadora nas eleições de seu País que é um dos mais Conservadores da América Latina, consegue hoje se posicionar comu uma Legitima Liderança Mundial...

Não podemos nos esquecer de Michelle Bachellet, com grande experiencia politica e muita popularidade destroçou a Direita do Chile e hoje conduz seu País ao Grande Desenvolvimento Econômico com Justiça Social...Vamos Pensar agora: Porque o Brasil ainda com todos esses exemplos vizinhos ainda tem apenas cerca de 11% de mulheres atuando politicamente sendo que a maioria da população é feminina???

Está na hora das Mulheres tomarem todos os Postos que lhe são por direito e derrotarem de vez essa visão que lugar de mulher é na Cozinha...O Brasil foi progressista em eleger Lula, um operário para a Presidência, pois no Brasil todas as classes já passaram pela Presidencia, Militares, Fazendeiros, Advogados, Esportistas... Falta agora uma Mulher...

Torço para que em 2010, o povo seja sábio e continuem apostando (e ganhando) em Governos Progressistas, hoje vemos a ascenção da Ministra Dilma Roussef, Temos a Ministra (SEmpres Prefeita!!!) Marta Suplicy, Nossa Lidernça Amazona Marina Silva, entre outras Lidernças Preparadas Para este Posto, agora o tempo fará o que lhe cabe...VIVA AS MULHERES DO NOSSO BRASIL!!!!



*****Artigo de Marcello Barbosa.

UBES Faz Planejamento de Gestão No RJ

Serão dois dias de debates sobre a educação no país que vai resultar na elaboração do plano de gestão da entidade para o biênio 2007-2009

A UBES realiza entre os dias 6 a 8 de março, no colégio Regina Couci, no Rio de Janeiro, o Seminário de Gestão da entidade. O objetivo é debater a educação no país e ao final do encontro, elaborar o plano de ações da entidade para o próximo período.

Na quinta-feira, além da abertura que dará posse a diretoria eleita em dezembro do ano passado durante o Congresso da UBES, em Goiânia, o seminário vai contar com debates sobre o atual quadro da educação brasileira. De manhã, o professor César Calegari participa da mesa sobre o ensino fundamental e médio. A tarde haverá uma discussão sobre conjuntura nacional e a noite um debate sobre a história da UBES com a presença do ex-presidente da entidade (1983), Apolinário Rebelo e da jornalista Jalusa Barcelos.

A manhã de sexta-feira será reservada à discussão sobre a história da educação e a nova escola, com o ex-diretor da UNE, Márcio Cabral. A tarde, a temática será o ensino técnico, com a participação do professor do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) de Aracajú, Cristian Lindberg. Após os dois dias de intensa troca de idéias, a diretoria da UBES vai elaborar o plano de gestão da entidade para o próximo período.



*****FONTE: http://www.une.org.br/

UNE Participa de Ato em Defesa da Mulher, Este Sábado (8), em SP

A concentração para a passeata acontece na Praça Ramos, às 10h. De lá as manifestantes caminham até a Praça do Patriarca onde realizam ato simbólico. A organização espera reunir cinco mil pessoas

Todos os anos, centenas de organizações feministas e movimentos sociais vão às ruas no Dia Internacional da Mulher para mostrar à população que o 8 de março é um dia de luta para as mulheres.

Este ano, diversas entidades do movimento feminista, social e estudantil, como a UNE e a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) realizam passeata pelas ruas do centro da capital paulista. O eixo central da passeata será "Mulheres feministas, anti-capitalistas, em luta por igualdade, autonomia e soberania popular". Dentro dessa temática se destacam os debates sobre a violência doméstica, valorização profissional e do salário mínimo e legalização do aborto. A organização espera reunir cinco mil pessoas. A concentração está marcada para às 10h30, na Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal.

De lá as manifestantes caminham até a Praça do Patriarca, onde acontece um ato simbólico, como informou ao EstudanteNet, Sonia Coelho, da Marcha Mundial das Mulheres. "Vamos ‘batizar’ a praça com o nome matriarca em homenagem as mulheres".

A reivindicação dos movimentos feministas é por igualdade, autonomia e soberania popular. Entre as bandeiras reivindicadas historicamente pelo movimento feminista estão a defesa de um Estado laico, democrático e com justiça social, que garanta atendimento digno à saúde integral das mulheres, hoje ameaçada pelas iniciativas de privatização do SUS.

As mulheres também vão às ruas para afirmar seu direito de viver sem violência doméstica e sexual. Elas pedem políticas públicas de prevenção à violência, o cumprimento da Lei Maria Penha, assim como equipamentos públicos como centros de referência à mulher, delegacias e casas abrigo. Este ano, os movimentos farão uma crítica ao governador de São Paulo, José Serra, que vem se negando a assinar o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.

Outra pauta dos movimentos é a defesa de uma reforma da previdência que mantenha e amplie dos direitos das mulheres, incluindo as donas de casa e as trabalhadoras em situação de trabalho informal. A passeata também levanta a bandeira em defesa da manutenção da diferença de 5 anos entre homens e mulheres para aposentadoria e o fim do fator previdenciário, que, na prática, reduz a aposentadoria das mulheres. A luta pela valorização do salário mínimo e o combate à divisão sexual do trabalho também estarão presentes na manifestação do 8 de março.
"Queremos construir um mundo livre de exploração, opressão e discriminação, onde o fato de ser mulher, negra, indígena, lésbica, jovem, idosa ou com deficiência seja apenas um elemento da diversidade e corresponda ao direito à diferença, e não motivo para preconceito ou desigualdade", afirma a convocatória da manifestação.

Sobre o 8 de marçoO Dia Internacional da Mulher é um dia de luta em todo o mundo, fruto da mobilização de operárias no início do século passado. Sua celebração foi proposta por Clara Zetkin, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, e a partir de então foi comemorado em diferentes datas. Em 1922, passou a ser celebrado no dia 8 de março, data em que as operárias russas deram início às mobilizações da Revolução de 1917.



*****FONTE: www.une.org.br

quarta-feira, 5 de março de 2008

Estudo Mostra Que Lei Maria da Penha estimulou Debate Sobre a Violência Contra Mulheres

Estudo mostra que lei estimulou debate sobre violência contra mulheres

A aprovação da Lei Maria da Penha estimulou a inserção do tema violência contra as mulheres no cotidiano da vida política. A conclusão é do estudo “Enfrentamento à Violência contra a Mulher”, elaborado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). De acordo com a pesquisa, que faz um balanço das ações desenvolvidas pela SPM entre 2006 e 2007, a aprovação da lei mobilizou mulheres e feministas, tribunais de justiça e defensores públicos.

Segundo o estudo, a Lei Maria da Penha aumentou o número de serviços da Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência, principalmente no que se refere à criação de juizados e varas de violência doméstica e familiar contra as mulheres. Entre agosto de 2006 e setembro de 2007, foram criados 15 juizados e adaptadas 32 varas. O documento considera o número “muito reduzido frente às necessidades para o combate da violência”. Mas classifica o quantitativo como “significativo” porque “representa uma mudança nos procedimentos e na cultura do Poder Judiciário”.

Entre outubro de 2006 e maio de 2007, foram instaurados 32.630 inquéritos – uma média de 177 inquéritos por Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Foram solicitadas 16.121 medidas protetivas. Entre elas, destacam-se o afastamento do agressor do lar e a proibição da aproximação. Os juizados e varas autorizaram 5.247 medidas protetivas – uma média de 262 por juizado. Isso corresponde a um terço das solicitações feitas pelas Deams. Nos oito meses que se seguiram ao lançamento da Lei Maria da Penha, foram decretadas 864 prisões em flagrante e 77 em caráter preventivo. Foram instaurados 10.450 processos criminais pelos juizados e varas de violência doméstica e familiar contra a mulher – uma média de 523 processos por órgão. Os números se referem a 20 juizados e varas que responderam aos questionários encaminhados pela SPM, de um total de 47 existentes.

Investimentos no Governo Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou os investimentos para o programa de combate à violência contra a mulher. No Plano Plurianual 2000-2003, foram alocados R$ 14,4 milhões para o projeto. O investimento no período foi de R$ 3,6 milhões ao ano. Já no PPA 2004-2007, a média saltou para R$ 7,9 milhões ao ano, um aumento de 46%. “O orçamento de R$ 117 milhões, para os próximos quatro anos, possibilitou a SPM rever suas prioridades de ação e readequar a programação levando-se em conta o novo patamar de intervenção na sociedade brasileira”, conclui o estudo “Enfrentamento à Violência contra a Mulher”.

*****Fonte:Agência Informes (http://www.ptnacamara.org.br/)
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