segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Artigo que Explica os Principais Festivais Pagãos!

Nota do Blogueiro: Encontrei este Artigo no Portal NeoPaganismo, vale apena ler e entender um pouco sobre os Sabbats Pagãos!

Explicando a Roda do Ano 

Os povos primitivos baseavam sua cultura na própria Natureza e as mudanças eram percebidas e celebradas. 

Os rituais eram formas de conexão com a espiritualidade, e por danças, cantos e reflexões, o homem se ligavam às divindades, agradecendo pela colheita, fazendo pedidos e vivenciando simbolicamente os ciclos naturais. 

Isto indica a grande dependência que os homens têm em relação a Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa vida.

Num eterno ciclo de nascimento, morte e renascimento, representado pelo também eterno romance entre a Natureza (Deusa) e o Sol (Deus). 

Através dessa simbologia tão singela, as estações do ano e as mudanças climáticas eram reconhecidas e respeitadas.

Para os povos que dependiam das colheitas para seu sustento, o ponto principal deste ciclo místico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa.

Denominada como a Roda do Ano, a celebração de cada Sabbat (ou Festival) é uma experiência espiritual intensa e sublime que permite-nos permanecer em equilíbrio harmonioso com as forças da Mãe Natureza.

A Roda do Ano possui oito datas de celebrações especiais que são denominadas sabbat (ou Festivais) que tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as estações do ano, ou seja, com os ciclos do planeta Terra. 

Ela descreve o caminho do Sol durante o ano, representando as várias fases do Deus: seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e, finalmente, seu declínio e morte.
Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas uma etapa no ciclo infinito de nossa evolução para podermos renascer novamente do útero da Mãe.

Nesses festivais, celebramos a Natureza, dançando, cantando, consumindo alimentos da época, agradecendo, relembrando e honrando deidades da Antiguidade.

Os Sabbats, também conhecidos como a "Grande Roda Solar do Ano", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo. 

São conhecidos sob vários nomes e aparecem com freqüência na mitologia.

Tudo o que é dito no mito da Roda do Ano é um reflexo do que acontece na Natureza, tanto em humanos quanto em animais ou plantas.
É a famosa frase: "Tanto em cima quanto embaixo". Ou seja: o que acontece na Natureza acontece conosco...

A partir da época em que estamos, seguem as próximas celebrações:

Lammas ou Lughnasadh, o meio do verão (2 de fevereiro):

Marca o início da decadência do Deus. Ele inicia sua despedida rumo ao país do Verão.
É a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e deixam cair seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras.
O verão está mais ameno; podemos sentir isso no alaranjado do céu, na sensação de "fim de férias" e a volta aos afazeres tradicionais.
Nós vamos percebendo a mudança de atitudes, a fase das férias acabou e a tranqüilidade e rotina voltam a nossas vidas.
Não só o Sol começa a enfraquecer, mas todos nós vamos ficando mais introspectivos à medida que o outono vai se aproximando.

Mabon ou Equinócio de Outono (21 de março):

O Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento (em Yule nascendo novamente através da Deusa).
Na Natureza acontece o término da colheita iniciada em Lammas.
Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados.
Nós também ajustamos o nosso movimento interno, equilibrando atitudes.

Samhain (1 de maio):

A Deusa chora diante da morte do Deus, mesmo sentindo a nova vida que se forma em Seu útero.
Ela sabe que é um adeus temporário.
Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer novamente através dela em Yule e re-iniciar o ciclo...
A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso.
Nós ficamos mais friorentos, pensativos, reflexivos...
É tempo de aquietar a mente e o coração...

Yule ou Solstício de Inverno (21 de junho):

Na noite mais longa do ano, percebemos o quão conectados estamos com a Deusa e o seu filho que nasce (o retorno do Sol).
Na Natureza, a terra está em período de repouso.
Os animais hibernam, é tempo de quietude...
Em nós, é tempo de reflexão, introspecção, acalentar novas esperanças, idealizar projetos.
A escuridão nos remete ao renascimento de todas as coisas, inclusive de nossas próprias atitudes e sentimentos.

Imbolc ou Candlemas (1° de agosto):

A. Deusa após o período de resguardo do parto, aparece como a Mãe nutridora.
O Deus (Sol) está lentamente aumentando sua força a cada dia...
Na Natureza, os dias vão ficando mais longos e o frio vai diminuindo, dando lugar a um Sol meio tímido .
A terra sob nossos pés acolhe as sementes.
Vamos "acordando" do sono do Inverno, querendo sair mais, estar em contato com os outros, respirando o ar menos gelado.

Ostara (21 de setembro):
O Deus (Sol) cresceu, tornando-se um jovem adulto. Ele está passando pela puberdade e suas forças são refletidas na vitalidade e no crescimento das plantas.
Ele está crescendo novamente.
A Deusa é agora uma bonita Virgem da Primavera, jovem, donzela dos novos ventos e esperanças que cobre a terra com seu manto de fertilidade; desperta de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece.
Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza.
Na Natureza acontece uma explosão de cores, de flores, de energia e vitalidade.
Em nós, este é um período de iniciar, de agir, de plantar para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins.

Beltane (31 de outubro):
Marca a chegada da virilidade dos jovens Deuses.
Agitados pelas energias em ação na natureza, os dois jovens (o Deus e a Deusa) se apaixonam:
O calor (Deus-Sol) fertiliza a terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem.
Deus e Deusa deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem.
A Deusa fica grávida do Deus.
A Natureza transborda vida.
Em nossos corações é tempo de retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças; momento de nos mostrarmos e anunciarmos a que viemos.

Litha ou Solstício de Verão (21 de dezembro):
Momento em que o poder do Sol chega ao seu ápice, onde o poder da luz se encontra acima da escuridão, garantindo poder e proteção.
Ele (o Deus) é um adulto e tornou-se Pai (dos grãos), devido a sua união com a Deusa em Beltane.
Nesse instante o Sol transforma as forças da destruição com a luz do amor e da verdade.
As flores, as folhagens e os gramados encontram-se em abundância na Natureza.
É o dia mais longo do ano.
Em toda sua plenitude e poder, o Sol traz o calor do Verão e a promessa total de fertilização do solo, dos grãos, para que haja uma colheita farta e abundante.
Nesse período celebramos a abundância, a luz, a alegria, o calor e o brilho da vida.
Animais crescem livres e sabem que os raios protetores do Sol irão prover suas necessidades.

Dessa forma alegórica e muito singela, comemoramos cada mudança de estação, percebendo a Natureza e percebendo a nós mesmos, conhecendo um pouco mais sobre esse grande mistério que é a vida. 

E quanta "magia" ela contém... 

Texto de Mirhyam Conde Canto

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