sexta-feira, 23 de março de 2012

População de Diadema, na Grande São Paulo, Vai á Luta Para Garantir a Gratuidade do Transporte!

População de Diadema, na Grande São Paulo, vai á luta para garantir a gratuidade do transporte.
Artigo de David Zamory

Assim como Karl Marx demonstrou há muitos anos atrás, o capital não pode se expandir indefinidamente sem aumentar a exploração do trabalho, em outras palavras, arrancar direitos adquiridos historicamente pelas lutas dos trabalhadores. E assim vem acontecendo desde a explosão da crise de superprodução do capitalismo em 2008. A fim de manter o equilibro fiscal dos estados (ou seja, garantir o dinheiro para os banqueiros) direitos da juventude e dos trabalhadores vem sendo sistematicamente retirados na Europa e nos Estados Unidos, o que vem levando a grandes crises nesses países e em todo o mundo. E também como Marx preverá, as crises do capitalismo se manifestam de formas diferentes em diferentes lugares.

A cidade de Diadema, na região metropolitana do Estado de São Paulo, foi surpreendida no fim do ano passado com a noticia de que a EMTU, empresa que gerencia o transporte metropolitano na Grande São Paulo, não renovaria o contrato que garantia a integração gratuita entre o trólebus (ônibus elétrico que percorre a região metropolitana) e os ônibus municipais de Diadema. A gratuidade na integração foi uma conquista do povo da cidade, ainda nos anos 90. Por ser uma cidade onde boa parte da população que ali reside trabalha em outras cidades do entorno, o fluxo para as regiões centrais da capital é constante, logo a integração gratuita é uma necessidade para onerar menos os trabalhadores e suas famílias. E embora essa situação não tenha mudado substantivamente nos últimos anos, a empresa do governo do estado resolveu passar a cobrar tal integração.

A justificativa da cobrança é de que esta se faz necessária para garantir o programa de melhorias da EMTU, porém a população de Diadema nunca viu qualquer disposição de melhoria do serviço que nos seus 21 anos de existência, é marcado pela precariedade. Na verdade, o que ocorre em Diadema é um efeito inevitável do processo de privatização (ou concessão) de serviços públicos. Mais dia ou menos dia, as empresas ou consórcios que assumem as tarefas do estado, precisam aumentar a sua margem de lucro, e os penalizados nesse processo, são sempre os jovens e trabalhadores mais pobres. No caso da EMTU, a linha em questão foi privatizada em 1997 e hoje é comandada pelo consórcio Metra. E mais uma vez, o reacionário governo do Estado de São Paulo, comandado pelo tucano Geraldo Alckimin, como fez no caso de Pinherinho em São Jose dos Campos e na Cracolândia em São Paulo, não mede esforços para atacar os trabalhadores e garantir o lucro dos grandes empresários e banqueiros.

Além de gestor publico, o prefeito, o governador e o presidente, é também um líder político e popular, por isso, além de destacar o engajamento do próprio Alckimin nesse golpe ao direito conquistado pela população de Diadema, é preciso também destacar, na luta contra o fim da integração, o importante papel do prefeito Mario Reali ( PT) que tem liderado pessoalmente o enfrentamento a essa medida arbitrária e autoritária do governo Alckimin, o que é digno de elogios. Embora seja necessário também, criticar o processo de privatização da ETCD empresa municipal de transporte de diadema, ocorrida no ano passado, cujas linhas agora são controladas pela empresa Benfica, o que a médio e longo prazo, deve trazer reflexos também negativos para a população da cidade, como o aumento da passagem de ônibus.

No final do ano passado (2011) o PT de Diadema, em conjunto com os movimentos sociais da região, e as bancadas petistas da Assembleia Legislativa de São Paulo e da Câmara Municipal de Diadema, organizou panfletagens e protestos contra a ação do governo tucano, e que reuniram centenas de pessoas. E o resultado foi o adiamento do processo de cobrança até ele ser finalmente suspenso por uma medida judicial promovida pelo Ministério Publico da Cidade, porém, a luta pela gratuidade, continua.

Entre os principais prejudicados por essa medida estão os jovens, que vão a São Paulo para trabalhar, estudar ou simplesmente para se divertir, e que, mesmo quando trabalham, recebem muito menos do que os adultos, e se já sofrem para poder pagar a passagem de ônibus, o que dirá então se for acrescida do valor da integração que certamente também sofrera reajustes anuais ou bianuais. Por essa razão, assim como vem acontecendo no mundo inteiro, a juventude deve se mobilizar para garantir os seus direitos.

Maior partido de esquerda da América Latina, o PT e a JPT, tem a tarefa histórica de liderar esse processo, e ombro a ombro com a os jovens de Diadema e com os movimentos sociais, ir para a rua, e lutar contra mais esse ataque da burguesia e dos seus lacaios, promovidos pelo tucanato em São Paulo.

*David Zamory é Coordenador de Mobilidade Urbana da JPT/SP.

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