domingo, 29 de abril de 2012

Pesquisa Traça Perfil do Jornalista e do Jornalismo Brasileiro!

Nota do Blogueiro: Mesmo sendo ainda um aspirante a Jornalista, já sinto que tanto a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de SP têm muitas deficiências em relação a defesa dos direitos dos profissionais. Quanto a defesa dos estudantes tenho uma conclusão direta, não existe NENHUMA política de fortalecimento dos Cursos e muito menos de defesa dos estudantes de Jornalismo. Queria muito que me comprovassem o contrário... Acho que essa pesquisa pode ser útil para a FENAJ e outras Entidades Sindicais para traçar ações estratégicas para a categoria.
 
Pesquisa Traça Perfil do Jornalista e do Jornalismo Brasileiro 

Os primeiros dados da pesquisa “Perfil Profissional do Jornalismo Brasileiro” permitem concluir que mais de 115 mil registros de jornalistas foram emitidos de 1930 a 2010, que a maioria dos profissionais é jovem, do sexo feminino e que hoje existem 316 cursos de Jornalismo no país. A pesquisa, que está sendo desenvolvida pelo Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina com apoio da FENAJ e do FNPJ, terá seus dados referentes aos cursos apresentados no 14º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, neste final de semana, em Uberlândia.

Um dos objetivos da pesquisa é estimar o número de jornalistas em atuação no Brasil, identificando-os por funções na profissão, para viabilizar novas pesquisas nacionais destinadas a traçar o novo perfil da categoria. A primeira etapa do projeto busca quantificar os jornalistas brasileiros, já que até o momento não há estudos confiáveis sobre o número e a distribuição territorial dos profissionais no país. A partir desses dados, será possível, posteriormente, mapear informações relevantes para a categoria, empregadores, movimento sindical e associativo, sociedade e governo, como e onde trabalham os profissionais, remuneração, funções que exercem e outras como sua distribuição por gênero ou etnia.

Os dados analisados até o momento foram obtidos com o cruzamento de informações provenientes de três fontes: relações de egressos de cursos superiores; registros no Ministério do Trabalho e Emprego; sindicalizados. “Estes mais de 115 mil registros ainda são parciais, falta cruzarmos mais dois dados do MTE”, conta o professor e jornalista Jacques Mick, coordenador da pesquisa. Ele lembra, também, que há um contingente de egressos de cursos de Jornalismo que não obtiveram registro, mas atuam irregularmente na profissão.

No 5º Encontro de Coordenadores de Curso de Jornalismo, onde serão debatidas as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Jornalismo, no sábado (28), às 9h30, no Auditório 3Q da Universidade Federal de Uberlândia, que sedia o 14º ENPJ, serão apresentados os dados da pesquisa referentes aos cursos de Jornalismo. Alguns deles, já disponibilizados, são reveladores. Dos 316 cursos hoje existentes, 255 são privados e 61 públicos. Dos 180 cursos criados a partir de 2001, apenas 28 são de instituições públicas. As instituições privadas de ensino ofertam hoje 90% do total de vagas para estudantes de Jornalismo.

A estimativa da evolução anual da oferta de vagas nos cursos de Jornalismo no Brasil na década de 2000 revela que há oferta em todas as unidades da federação. Naquelas em que já existia, estendeu-se para mais municípios do interior, o que contribui para uma distribuição mais abrangente dos graduados no território nacional e que houve um expressivo crescimento absoluto na oferta nas regiões Norte, Centro Oeste e, em grau um pouco menor, no Nordeste, embora a região Sudeste continue com mais da metade da oferta do país.

Quanto à sua distribuição regional, 56% dos cursos de Jornalismo estão na região Sudeste, 23% na região Sul, 11% no Nordeste, 5% no Centro Oeste e 2% no Norte.

A segunda etapa de coleta de dados da pesquisa, cuja conclusão é prevista para 2013, será no segundo semestre deste ano, com a aplicação de questionários dirigidos a cerca de 1400 profissionais a serem selecionados, além de uma amostragem aleatória que será disponibilizada a todos os jornalistas que quiserem participar do processo.

Com os dados a serem obtidos, os pesquisadores pretendem investigar qual a distribuição por gênero entre os jornalistas, taxa de egressos das faculdades e sua evolução na década de 2000, as trajetórias na relação egresso-registro-sindicalização, como este alto índice de profissionais graduados afetou a reconfiguração do campo jornalístico na última década, como a tensão entre diplomados e não diplomados tende a repercutir nas práticas profissionais, entre outras informações.

Fonte: FENAJ

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