quarta-feira, 4 de setembro de 2013

EDITORIAL CONTRAPONTO: Mais médicos e menos corporativismo

Editorial do Jornal Contraponto da Edição 03 (30/08 a 06/09)
EDITORIAL: Mais médicos e menos corporativismo 
Após o anuncio da vinda de médicos cubanos para o Brasil, seguido da criação do Programa “Mais Médicos” que tem por objetivo levar esses profissionais para lugares com déficit de atendimento médico e trazer médicos do exterior, estamos observando um momento de discussão na sociedade sobre a saúde pública em nosso país. Nos grandes veículos de comunicação, podemos assistir, ler e ouvir diversos pontos de vista, em especial, estão sendo ouvidos médicos e agentes do governo. Mas onde está o paciente?
A saúde é um dos maiores gargalos de nossa administração pública brasileira, apesar do SUS (Sistema Único de Saúde) ser um avanço histórico no Brasil conquistado por diversos movimentos sociais, inclusive é uma forma de gestão da saúde exclusiva do país, ainda tem grandes dificuldades de gestão pela falta de recursos públicos, mas também pela ineficiência em investir essas verbas especificas. Ineficiência que se torna um “efeito cascata” que passa pela esfera federal, pelas esferas estaduais e esferas municipais.
A discussão necessária não é se vem ou não mais médicos, mas se o paciente, o cidadão  que paga seus impostos aprovam essa decisão do Governo e isto está sendo silenciado. Os doutores e agentes públicos podem falar, mas a dona Maria que aguarda um leito e um atendimento digno não é levada em consideração. Outra discussão é o melhor aproveitamento dos recursos que são “carimbados” para a saúde.
O Programa “Mais Médicos” vem suprir a necessidade de atendimento de saúde, mas as ações do Governo Federal não pode parar por aí. Deve-se levar em consideração que também é necessário o investimento em equipamentos médicos para garantir que o profissional possa atender, é de suma importância combater a demora para realização de exames clínicos e a garantia de remédios nos postos de saúde.
Precisamos sim, de mais médicos, mas também de mais dignidade para que esse médico possa trabalhar, mais cursos de medicina abertos e principalmente mais eficiência na aplicação do dinheiro público.

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