quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Tudo o que eu quero...

Tudo o que eu quero é que a palavra "nunca" deixasse de existir, fosse abolida do dicionário, afinal, para mim o "nunca" ainda é uma medida de tempo, longa, mas que existe...

Quero que o orgulho deixe de existir. Você já parou para pensar em quantas guerras foram feitas por orgulho, amizades foram destroçadas por orgulho e corações foram partidos por causa do orgulho? Para quê isso?

Torço para o dia que as pessoas não se afastem de quem as ama. Torço para que elas compreendam que quem as ama não quer ficar longe, quer ficar perto, mesmo que não tenha o seu coração.

Preciso que as pessoas não meçam seus sorrisos e abraços, não regulem esses gestos simples que mudam o dia de qualquer pessoa. 

Sonho com o dia que as mágoas serão coisa do passado, quando as pessoas vão continuar se irritando entre si, mas depois disso seguir em frente sem o peso da mágoa em seus corações.

Como o "nunca" ainda é uma medida de tempo para mim, como desdenho do orgulho, como não me afasto das pessoas que amo, como não meço sorrisos e não guardo mágoas, ainda acredito que aquela menina que desgelou meu coração naquele natal possa compreender todas essas coisas. O tempo é relativo e meus braços estarão abertos.

Almejo viver para sorrir de verdade, sorrir sem forçar, sorrir por sorrir...


"Quando o amor acenar,

siga-o ainda que por caminhos
ásperos e íngremes."

Gibran Khalil Gibran

"Só enquanto eu respirar

Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar.."

O Teatro Mágico

"É só o amor, é só o amor.

Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece."
Renato Russo


"E então o leão se apaixonou pelo cordeiro..."
Crepúsculo

FF - Firulas do Facebook / Setembro de 2013


As firulas do Facebook são minhas citações na rede social que transcrevo aqui...

20/09 - Pesadelo e coragem...
Imagina você ser um músico e não poder mais escutar...
Ou você ser um corredor e não poder mais andar...
Um escritor e não poder escrever...
Agora imagina que você descobre que vai perder o que mais você preza, talvez seu único talento e o que te mantém em pé, várias e várias vezes... Como uma borboleta que tem suas asas arrancadas ou o peixe que perde suas nadadeiras para o predador. Difícil né?

O Maestro João Carlos Martins, perdeu o movimento das mãos. Mas um ato cirúrgico está ajudando ele voltar ao normal... Sei lá, admiro a coragem dele em assumir esse problema publicamente e lutar para reverter a situação. Histórias assim animam...

21/09 - Hoje vou começar um empreitada excêntrica, sem sentido, mas que em breve vai ter muito sentido. Quero reunir todas as coisas que escrevi. Quero pedir aos meus amigos e amigas, que se tiverem algo que escrevi, seja desde um bilhete, a uma carta, ou um e-mail, seja o que for, peço que encaminhem para mim.

Pode parecer estranho, mas é muito importante. Começo hoje a catalogar todos meus escritos. Peço a ajuda de todos. Tão breve, todos vão entender. É muito importante, muito mesmo. Falem comigo via inbox ou e-mail marcellobarbosa13@gmail.com

21/09 - Eu tenho um grande problema com o tempo. Ele é muito relativo para mim. Os dias passam muito rápido  ao mesmo tempo que meses parecem semanas e anos parecem meses. O que aconteceu a anos parece que foram semanas atrás...Isso me tortura! Um sentimento hoje pode durar anos, da mesma forma que memórias de anos atrás parecem que foram ontem... Muito tenso!

21/09 - Me sentindo bélico! AT

22/09 - Festival de Ostara! Que a Primavera faça desabrochar flores nos campos e jardins e também sentimentos de Amor, Amizade e Carinho nos corações humanos, principalmente nos corações aflitos! Ayea! Ayea! Ayea!

22/09 - Sempre escrevi. Mas já faz um tempo que venho escrevendo sobre todas as coisas boas do meu cotidiano. Mesmo que um dia eu não consiga ler para recordar estes sentimentos tão positivos, sei que vou ter pessoas que leiam para mim, da mesma forma que tenho amig@s para viver tudo isso...

24/09 - Passando o filme "Uma Prova de Amor" no SBT. Existem filmes que nos passam importantes lições, mesmo aqueles que nos fazem derramar algumas lágrimas.

25/09 - "Conta comigo, conta comigo sempre. Te garanto que para mim o 'sempre' e o 'para sempre existem'. Para mim o tempo é um mero detalhe, detalhe este que podemos compartilhar. Não importa como, onde e quando, posso segurar em tua mão..." (Ablank Tarkkanus)

26/09 - Enquanto alguns querem entender o sentido da vida, outros querem entender o sentido do amor, e outros querem provar que não existe sentido algum em nada, eu só queria entender porquê o tempo é tão relativo para mim! Tudo passa tão rápido, ao mesmo tempo que coisas que já se passaram anos, parecem que foram ontem, da mesma forma que o hoje tão logo será ontem e eu não vou perceber que passou...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

EDITORIAL CONTRAPONTO: Itaquaquecetuba não é Itaquá

Editorial do Jornal Contraponto da Edição 04 (06/09 a 13/09)

EDITORIAL: ITAQUAQUECETUBA NÃO É ITAQUÁ!

A linha editorial do Jornal Contraponto tem como eixo principal a valorização e fortalecimento da imagem da cidade de Itaquaquecetuba. É fato que temos diversos problemas, que são desafios a serem superados e partindo do principio do bom jornalismo queremos mostrar os “dois lados da moeda”. Não queremos fazer um jornalismo que escorre sangue e muito menos um jornalismo chapa branca. Queremos um jornalismo sério, equilibrado e consciente.
Itaquaquecetuba não é Itaquá. Não podemos menosprezar nossa cidade com adjetivos ou apelidos, temos uma vasta história a ser contada desde os tempos do período colonial brasileiro, passando pelo período imperial, República Velha, Estado Novo, até os dias de hoje. E a história se repete. O momento de “boom” econômico e crescimento da cidade se inicia com a construção da via férrea na década de 20. E hoje vemos a mesma história se repetir em um outro contexto, a vinda do Rodoanel e do Ferroanel abrem caminhos para um presente promissor.
Os percalços que temos faz parte de uma falta de planejamento que se perpetua a anos, faltaram administradores que tivessem visão de futuro e construíssem alicerces para o desenvolvimento. São pedras no caminho. Mas com essas pedras no caminho podemos construir a tal “avenida” que citamos na primeira edição de nossa publicação.
Avenida. O Jornal Contraponto enxerga Itaquaquecetuba como uma grande avenida por onde passa todo o desenvolvimento econômico e social da cidade e da região. Isso não significa que somente passa, mas significa que esta avenida vai levar aos diversos bairros de nosso município progresso e avanço.
O Contraponto parabeniza Itaquaquecetuba pelos seus 453 anos de fundação, mas em especial parabeniza cada morador, que constrói com seu trabalho e dedicação esta cidade.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

EDITORIAL CONTRAPONTO: Mais médicos e menos corporativismo

Editorial do Jornal Contraponto da Edição 03 (30/08 a 06/09)
EDITORIAL: Mais médicos e menos corporativismo 
Após o anuncio da vinda de médicos cubanos para o Brasil, seguido da criação do Programa “Mais Médicos” que tem por objetivo levar esses profissionais para lugares com déficit de atendimento médico e trazer médicos do exterior, estamos observando um momento de discussão na sociedade sobre a saúde pública em nosso país. Nos grandes veículos de comunicação, podemos assistir, ler e ouvir diversos pontos de vista, em especial, estão sendo ouvidos médicos e agentes do governo. Mas onde está o paciente?
A saúde é um dos maiores gargalos de nossa administração pública brasileira, apesar do SUS (Sistema Único de Saúde) ser um avanço histórico no Brasil conquistado por diversos movimentos sociais, inclusive é uma forma de gestão da saúde exclusiva do país, ainda tem grandes dificuldades de gestão pela falta de recursos públicos, mas também pela ineficiência em investir essas verbas especificas. Ineficiência que se torna um “efeito cascata” que passa pela esfera federal, pelas esferas estaduais e esferas municipais.
A discussão necessária não é se vem ou não mais médicos, mas se o paciente, o cidadão  que paga seus impostos aprovam essa decisão do Governo e isto está sendo silenciado. Os doutores e agentes públicos podem falar, mas a dona Maria que aguarda um leito e um atendimento digno não é levada em consideração. Outra discussão é o melhor aproveitamento dos recursos que são “carimbados” para a saúde.
O Programa “Mais Médicos” vem suprir a necessidade de atendimento de saúde, mas as ações do Governo Federal não pode parar por aí. Deve-se levar em consideração que também é necessário o investimento em equipamentos médicos para garantir que o profissional possa atender, é de suma importância combater a demora para realização de exames clínicos e a garantia de remédios nos postos de saúde.
Precisamos sim, de mais médicos, mas também de mais dignidade para que esse médico possa trabalhar, mais cursos de medicina abertos e principalmente mais eficiência na aplicação do dinheiro público.

Ponta a Ponta! Parque Residencial Marengo: Duas realidades em um único bairro

Texto publicado na Editoria "Ponta a Ponta" do Jornal Contraponto. Edição 03.

Parque Residencial Marengo: Duas realidades em um único bairro

O Parque Marengo possui uma divisão imaginária entre “Marengo Alto” e “Marengo Baixo” por ter duas situações sociais diferentes. Essa divisão além de não ser oficial, é repudiada por alguns moradores
*Marcello Barbosa

O Parque Residencial Marengo, é um bairro distante do centro de Itaquaquecetuba, e faz divisa com o município de Suzano. Algumas pessoas mais antigas nomeiam a região composta pelo Parque Residencial Marengo, Chácara Holiday, Jardim Félix e Milton, Vila Augusta e Residencial Horto do Ipê, como região do “Sítio Mato Dentro”.

A origem do bairro remonta os loteamentos pertencentes a Família Marengo, colocados a venda a 30 anos atrás. Atualmente é uma das áreas com maior vulnerabilidade social do município, além disso ainda existem áreas ocupadas de forma irregular e tem como maior desafio a infraestrutura. Em especifico, os moradores convivem na divisa entre Itaquaquecetuba e Suzano com um córrego que se não for constantemente desassoreado e limpo pela Prefeitura Municipal, em época de chuva acaba causando enchentes na região.

Atualmente é costume entre alguns moradores dizer que existem dois “Marengos”. O Marengo Alto, onde a infraestrutura é mais completa e se concentra os espaços públicos do bairro e o Marengo Baixo que faz divisa com Suzano e ainda possui pouca infraestrutura, inclusive a maior parte desta região não é asfaltada e possui sérios problemas de saneamento básico.

Para o pedreiro Luiz Otávio que mora a 10 anos no Parque Marengo “Dividir o bairro em dois é uma falta de respeito com os moradores. Quando um vereador vem aqui e fala de Marengo Alto e Marengo Baixo, você percebe o preconceito e a falta de conhecimento dele. Na prefeitura existe registrado um bairro apenas, chamado Parque Residencial Marengo.” Luiz comenta isso com indignação, pois segundo ele, o bairro tem essa divisão justamente pela falta de investimentos do Poder Público na região.

No bairro existem diversas entidades organizadas, entre elas se destaca a Casa Criança Esperança Nossa Senhora do Monte Ibérico que atua a 15 anos no atendimento às crianças com problemas de desnutrição, se utilizando em especifico da farinha multi mistura. Atualmente a Casa se encontra fechada para reforma e manutenção, pois semanas atrás ela foi alvo de ladrões que furtaram seus materiais. Inclusive diversos moradores protestaram sobre este problema de insegurança e violência nas redes sociais.


Maria de Lourdes Bortotti, moradora do Parque Residencial Marengo a 30 anos, comenta que a Casa Criança, tem contribuído bastante nos últimos anos para diminuir a desnutrição infantil no bairro. Além disso relata que apesar do bairro ser grande e populoso, ainda existe um problema sério com a falta de infraestrutura. “Apesar de nosso bairro ter crescido em número de comércios e também em asfaltamento de ruas, ainda precisamos de muita coisa, como por exemplo, espaços de lazer para os jovens e principalmente mais vagas em creches e escolas do Marengo.” Lourdes completa falando que a população da região é atuante e isso é um grande ponto positivo para o bairro.

PONTA A PONTA! Quinta da Boa Vista: Um bairro de contrastes

 
Texto publicado na Editoria "Ponta a Ponta" do Jornal Contraponto. Edição 02.

Quinta da Boa Vista: Um bairro de contrastes

Uma comunidade construída pelas próprias mãos de seus moradores

Marcello Barbosa
A Quinta da Boa Vista é um bairro dividido ao meio, de um lado um amplo parque industrial e de outro uma comunidade com mais de 20 anos de existência.
Tudo começou com a criação do Cemitério Morada da Paz. A partir da primeira quadra do cemitério, uma centena de pessoas, vindas da zona leste de São Paulo e de outros estados como Bahia, Ceará e Minas Gerais, decidiram ocupar as áreas ao redor do cemitério. Apesar do lugar ser afastado do centro da cidade, não possuir linhas de ônibus e nenhuma infraestrutura, aquelas pessoas decidiram erguer um bairro ali.
As pessoas se reuniam aos domingos para planejar a ocupação, dividir o bairro em ruas e depois dividi-los em lotes. Cada rua tinha seu nome escolhido por votação, por exemplo, a Rua da Paz foi batizada assim, por ser uma rua silenciosa, com poucos moradores na época, já a Rua 20 de novembro, ganhou este nome pois foi o dia de sua criação.
O motorista Nilson Oliveira da Silva, um dos fundadores do bairro relata “Abrimos cada rua com picaretas e enxadas, fizemos a limpeza da área e organizamos as entradas no bairro”.
Com o passar do tempo os moradores da região se organizaram em uma Sociedade de Amigos do Bairro para revindicarem infraestrutura e atendimento público a comunidade. De acordo com Elenilza Souza Santos “Criamos a Sociedade de Amigos do Bairro para trazer melhorias para a Quinta da Boa Vista. A primeira luta foi para regularizar os Ceps das ruas e assim garantir que o correio entregasse correspondencias. Depois lutamos para a instalação de luz no bairro, depois pela água, pelas linhas de telefone e para temos uma linha de ônibus exclusiva.”
O Parque Industrial da Quinta da Boa Vista, tem grande participação em nossa economia local, aquece nosso mercado e gera empregos. Em especifico para a comunidade da Quinta da Boa Vista, é o local onde uma parcela dos jovens conquistam seu primeiro emprego. Mesmo assim a maioria da população deste bairro trabalha em São Paulo.
Uma dificuldade enfrentada pelo bairro é com a mobilidade urbana. A região possui apenas uma linha de ônibus municipal (Jardim São Paulo – Jardim Amazonas), o intervalo dos ônibus é de 45 minutos e os atrasos são constantes, além da superlotação existente. Uma necessidade que os moradores apontam é a implantação de uma linha intermunicipal, pois para quem trabalha em São Paulo necessita pegar no minimo duas conduções para chegar ao trabalho.
As mães do bairro reclamam da falta de creches municipais, além disso a comunidade em geral questiona a falta de investimentos em lazer na região.
Um problema apontado por Nilson é a falta da regularização fundiária no bairro. Segundo ele são 23 anos de existência da Quinta da Boa Vista, as ligações de água e luz são regulares e a Prefeitura encaminha anualmente o IPTU de todos. “O sonho de todos os moradores é ter o documento de propriedade, todo mundo construiu esse bairro, e hoje ele se desenvolve todo dia.”

Atualmente a Quinta da Boa Vista está pavimentada, mas falta a manutenção de serviços públicos, ainda existe o problema de confusão dos ceps, algumas cartas acabam se perdendo. O bairro é um recorte da realidade de Itaquaquecetuba, onde mesmo com problemas, ele consegue se desenvolver.

PONTA A PONTA! Pequeno Coração: de uma nascente para um bairro

Texto publicado na Editoria "Ponta a Ponta" do Jornal Contraponto. Edição 01.

Pequeno Coração: de uma nascente para um bairro

Apesar dos desafios, população engajada se organiza por melhorias para a região.

*Marcello Barbosa
O Pequeno Coração é um bairro  localizado em Itaquaquecetuba, próximo a divisa com o bairro dos Pimentas em Guarulhos. Como várias regiões da cidade, o Pequeno Coração possui várias nascentes de água, e a partir de uma delas, surgiu seu nome. Alguns moradores mais antigos comentam que no local onde se localiza a Escola E.E. Pequeno Coração, havia uma nascente em formato de coração e por causa dela surgiu o nome “Pequeno Coração”. Com o crescimento do bairro e sem o devido planejamento da prefeitura, muitas nascentes foram soterradas.

De acordo o morador Lindovaldo Leite de Araújo, mais conhecido como Vavá “Segundo pessoas mais antigas do bairro o Pequeno Coração sempre foi um Bairro pobre, a suas atividades econômicas eram através de fabricação de tijolos. O Bairro tinha poucas áreas habitadas, existia uma maior vegetação e muitas nascentes de água.”

O crescimento populacional de Itaquaquecetuba se reflete no Pequeno Coração. O bairro viu sua população crescer nos últimos 10 anos, principalmente com a migração do norte e nordeste do Brasil.

Carente de Infraestrutura, não existe nenhuma área de lazer. A população local em especial os jovens utilizam os espaços das duas escolas do bairro (uma municipal e outra estadual). O bairro possui vastas áreas desocupadas e uma delas serve de campo de futebol para a comunidade. A população tem se preocupado a instalação de diversos aterros irregulares. “A preocupação com o meio ambiente só existe na televisão, estamos vendo todos os dias aqui, nascentes aterradas e terrenos sendo utilizados para “bota-foras”. Comenta o morador José Cláudio.

Outra situação delicada é com o transporte municipal, segundo Vavá, muitos moradores têm que caminhar até 3 km para pegarem um ônibus intermunicipal, afinal boa parte dos moradores do bairro trabalham em São Paulo. Ele comenta também sobre a linha municipal de ônibus que sofre com a superlotação e constantes atrasos.

No bairro existe um grande engajamento social. Além do trabalho assistencial feito pelas igrejas, existe diversas entidades, como por exemplo o G.F.C (Grupo de Fortalecimento Comunitário) que atua fazendo revindicações e melhorias para a região. De costume o grupo visita a Câmara Municipal de Itaquaquecetuba todas as terças feiras, acompanham as sessões e divulgam para a comunidade local, têm também um blog chamado “Pequeno Coração” (http://pequenocoracaohistoria.blogspot.com.br/).

Seguindo o momento de autoafirmação feminina, onde as mulheres se tornam protagonistas nos diversos espaços, o bairro possui o movimento Comissão de Mulheres do Pequeno Coração e Adjacências que é presidida pela moradora Rosalia Ely de Moura. Segundo Rosalia, a Comissão é composta por 11 mulheres, que procuram fazer atividades voltadas para as crianças da região, além de informar os moradores e em especial as moradoras, de seus direitos como cidadão e cidadãs. “A Comissão procura fazer eventos como palestras informativas da Lei Maria da Penha e sobre o câncer de mama, informar sobre projetos sociais e também cobrar ações ”. Afirma.

A Cultura nordestina é muito presente no bairro. Em julho aconteceu a 2ª festa Julina do Pequeno Coração  que vem se tornando tradicional no bairro pelo público expressivo que participa, nesta edição estiveram na festa cerca de 3 mil pessoas. Nos fins de semana é comum ver nos bares festas, inclusive com música ao vivo e com cantores que residem ali. Para Vavá, apesar das dificuldades, o que faz o bairro prosperar é a ação dos moradores e sua organização.

*Marcello Barbosa é Editor Chefe do Jornal Contraponto

Veja a matéria publicada originalmente no Jornal Contraponto!

Crise do Jornalismo: Uma mentira contada a séculos


Na Edição Nº 01 do Jornal Contraponto, escrevi este artigo, que fala justamente dessa tal crise no Jornalismo, que hoje avalio que seja uma crise imaginada, não existente. Na verdade a mágica do Jornalismo é se reinventar a todo momento e de várias formas.

Crise do Jornalismo: Uma mentira contada a séculos

*Marcello Barbosa

A mais de 160 anos atrás, Karl Marx escrevia sobre a crise do jornalismo no século XIX, que a mídia daquele momento passava por uma profunda mudança, enfim ele previa um apocalipse na imprensa. De lá para cá, essa discussão se desdobrou de várias formas. Outra polêmica discussão era que o rádio chegaria ao fim, graças a TV. E hoje depois de 63 anos da chegada da televisão ao Brasil, ainda existem rádios espalhados por aí, sejam tradicionais, sejam aparelhos em veículos ou até mesmo web rádios.

Tenho que concordar que nesses anos todos a imprensa e o jornalismo em geral estão sofrendo pesados ataques, mas o maior alvo é o profissional da área, um exemplo clássico foi a queda da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para atuar profissionalmente na área. Resumindo, um golpe do STF para sucatear a profissão.

Mas voltando a falar da crise que avassala redações, e canais como a MTV, (que recentemente anunciou que vai fechar), será que essa crise realmente existe? Será que não é sensacionalismo? Eu tenho uma opinião formada. Não existe crise nenhuma.

Como assim? Simples, essa história de crise no jornalismo é igual chifre, é algo imaginário que colocam em nossas cabeças, mas é tão imaterial, que nós ouvimos falar, mas não conseguimos tocar!

O jornalismo em si é dinâmico, necessita se renovar. Ele é como um jovem que acaba de sair do ensino médio e quer mudar o mundo, ou melhor, quer dominar o mundo! Cheio de gás, adrenalina e criatividade. Porém isso vem se desgastando graças ao pensamento de linha editorial de diversos grandes veículos de comunicação parados no tempo. Que “teimam” em enxergar tudo com visão macro e esquece do principal que é enxergar para dentro de si (sua organização, seus profissionais  e enxergar a pluralidade regional. Resumindo: cai leitores de grandes jornais, pois os mesmos estão velhos e os leitores não se enxergam nessas linhas editoriais antiquadas.

Essa crise na verdade é a necessidade cotidiana do jornalismo se reinventar, dele continuar dinâmico, não parar no tempo. Isso acontece desde os primórdios e vai permanecer acontecendo enquanto existir civilização. O que chamamos de crise é uma necessidade constante que a mídia tem de se avaliar e se repensar. Metaforicamente a crise no jornalismo é uma “DR” (discussão de relação) entre profissionais da área, veículos de comunicação e obviamente a sociedade. Um triangulo amoroso que perdura a séculos! OMG!

Enxergar a regionalidade como prioridade na comunicação, ou seja falar do micro, pode ser o primeiro passo de mudar o paradigma de comunicação com foco nos grandes fatos nacionais, isso não significa que deve-se parar de falar de nossa conjuntura nacional, mas significa que a imprensa deve tratar a regionalidade como uma forma de fortalecer a comunicação como um direito de todos, e ir mais além fazer que o leitor se enxergue dentro do jornal, programa de TV, etc. Não apenas isso, mas regionalizar simboliza aquecer todo um mercado em um determinado local.

Outra questão é enxergar o profissional da área. Observar e ouvir o que ele pensa, o que ele pode contribuir, e aproveitar o gás do profissional que acaba de chegar ao mercado de trabalho. A partir daí é ouvir a voz das ruas! Será que o jornal está contemplando o leitor? Será que o veiculo de comunicação consegue se comunicar de fato com a sociedade? São questionamentos que partem do principio que comunicação é um direito.

Concluindo tudo isso, podemos fazer um parâmetro internacional. Hoje a Grécia é assolada por uma crise econômica, com quase 30% da população desempregada e nessa estatística milhares de jornalistas. A saída para os jornalistas que de fato viviam/vivem em uma crise foi criar um jornal alternativo que se auto sustenta, com um modelo de negócios diferente para continuarem trabalhando. O dinheiro vêm de cafés, pequenos restaurantes e ONGs. É meio estranho, mas hoje é este Jornal independente, com uma pequena tiragem imprensa e bastante conteúdo online que pauta grandes veículos de comunicação como o The Guardian por exemplo.

Da mesma forma que em um momento de crise pode se tornar um momento de oportunidade, a chamada crise no jornalismo nada mais é do que um momento de se refletir. Ou seja, chamar de crise um momento de reflexão e de se repensar as coisas, é puro sensacionalismo!


*Marcello Barbosa é Editor Chefe do Jornal Contraponto

Minha ausência no Blog


Companheiros e companheiras que me acompanham neste Blog Sujo!

Quero pedir desculpas pela minha ausência no Blog. 2013 está sendo um ano de muita atividade para mim, não apenas atividades, mas momentos decisivos para minha vida... Resumindo estou fazendo um monte de coisas e todas dando certo! 

Hoje tenho três grandes prioridades: A Presidência do Rotaract Club de Itaquaquecetuba, que me tornou uma pessoa melhor e me ajuda a evoluir cotidianamente; A Universidade, quero me formar e ser um Jornalista Diplomado em dezembro de 2014; O Jornal Contraponto, o inicio da realização de um grande sonho.

Não vou abandonar o Blog, mas sua linha editorial será modificada. A partir de agora ele terá uma linha mais pessoal e menos oficial. Terá uma linha mais opinativa e menos noticiosa. Também vou reproduzir alguns textos que eu publicar no #Contraponto.

Agradeço de coração todos os leitores deste Blog. Ele vai continuar existindo e vou continuar dedicando meu tempo a ele. 

Marcello Barbosa
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