terça-feira, 15 de setembro de 2015

Me retiro do Partido dos Trabalhadores, mas não me retiro da luta!

Me retiro do Partido dos Trabalhadores, mas não me retiro da luta!

Em maio de 2006, comecei uma nova etapa em minha vida quando me filiei ao Partido dos Trabalhadores, apesar da data, minha filiação somente foi oficializada pelo Diretório Municipal em 11 de agosto daquele ano, coincidentemente na data que se comemora o Dia do Estudante e naquele ano eu militava como Secretário-geral da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Itaquaquecetuba.

Muitos me questionavam o motivo da minha filiação, afinal, com 17 anos de idade era algo incomum (ainda é incomum) para um jovem participar da política partidária. Tinha um objetivo: Defender a maior ferramenta de transformação social que os brasileiros já tiveram, que é o Partido dos Trabalhadores. Naquele momento estávamos vivendo o acirramento da chamada crise do Mensalão (iniciada em 2005) em conjunto com a disputa pela reeleição do companheiro Lula. Me filiei com a convicção de defender o Governo Popular e Democrático do Partido dos Trabalhadores.

De 2006 até 2012 respirei política e transpirei militância partidária. Atuei como Presidente da União Municipal dos Estudantes de Itaquaquecetuba, como Tesoureiro-geral da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, como Diretor de PPJ's da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, momento onde conheci vários cantos do Brasil e pude conhecer pessoas fantásticas que sonhavam e lutavam por seus sonhos. Disputei a eleição para Presidente do PT Municipal, para Coordenador da Juventude do PT da Macro Alto Tietê e tive uma das maiores experiências partidárias quando disputei a Secretaria Estadual da Juventude do PT agregando 08 tendências, contra o Grupo majoritário, pude conhecer de fato o nosso Estado de São Paulo e pessoas maravilhosas. Tive a oportunidade de ser Secretário Municipal da Juventude do PT, estar na Direção da JPT da Macro Alto Tietê, e ser da Direção Nacional da Juventude do Partido. Não posso deixar de falar da experiência das campanhas eleitorais de 2006, 2008, 2010 e 2012, do momento onde trabalhei em Gabinetes, conhecer militantes de verdade, que sonham, lutam, e não recuam na Defesa dos Interesses do Povo Brasileiro. Não citarei nomes para não cometer o erro de esquecer de alguém.

Em 2012, depois de seis anos me dedicando a luta social no Estado e no Brasil, decidi que deveria voltar a Itaquaquecetuba e me dedicar a minha cidade. Embarquei em um grande projeto partidário que era a disputa pela Prefeitura Municipal de Itaquaquecetuba, projeto que não decolou pois naquele ano o Diretório Nacional do PT fez uma intervenção no Diretório Municipal do Partido.

Depois deste episódio “desacelerei” minha Militância para poder cuidar de projetos pessoais e profissionais, voltei apenas ao final de 2013 quando por ocasião do PED (Processo de Eleição Direta), participei de algumas reuniões e eventos. E naquele momento onde o Partido caminhava para uma disputa sem precedentes, foi a minha ideia de gestão compartilhada que garantiu uma Chapa Única onde todas as tendências e grupos foram contemplados. Assumi a Secretaria Municipal de Comunicação do PT de Itaquaquecetuba, onde permaneci até a presente data, mesmo tendo minha função desrespeitada por setores do Partido.

Vou permanecer ao lado da Justiça Social. Toda crise tem começo, meio e fim e a atual crise chegará ao fim em breve e mais uma vez o povo brasileiro sairá vitorioso.

Hoje me retiro do Partido dos Trabalhadores por desacreditar no Diretório Municipal do Partido em Itaquaquecetuba. Não posso generalizar e dizer que todo o Diretório é ruim, pelo contrário, temos muitos quadros bons que fazem parte do Diretório Local, mas a minoria de quadros ruins está sepultando os ideais do Partido. Com um viés mais pragmático, sem programa partidário, onde o ego, a vaidade e a falta de realidade cada dia cresce, o Diretório consegue se afundar cada vez mais. Acusações de fraudes, agressões e falta de projeto para a cidade fez com que o PT de Itaquaquecetuba se desfigurasse. Não posso compactuar com isso, não devo fazer parte disso e não tenho o direito e muito menos o dever de ser conivente com tamanhas e nefastas práticas. Me retiro do Partido dos Trabalhadores com a certeza que nesses nove anos de filiação contribui com a construção de um Projeto Maior e sério. Não posso deixar que meus nove anos de luta sejam manchados e diminuídos participando deste Diretório Municipal que comprova não estar mais cumprindo seu papel transformador na cidade quando rasga seu Estatuto Partidário, Sua Carta de Princípios e seu Código de Ética.

Agradeço as pessoas que sempre estiveram ao meu lado, agradeço tudo o que aprendi e vivi nesse período, felizmente os vínculos partidários serão desfeitos, mas levo comigo muitas amizades.

Confesso que esta desfiliação não é fácil. Mas nem tudo que é fácil é bom e nem tudo que é difícil é ruim. Me retiro do Partido dos Trabalhadores de consciência limpa, cabeça erguida e com sentimento de dever cumprido. Mas não me retiro da luta social a favor do Brasil, a favor do Estado de São Paulo e a favor de Itaquaquecetuba, cidade que me acolheu há 12 anos.

Itaquaquecetuba, 15 de setembro de 2015


Marcello Barbosa



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